Fotos incríveis do Lake Alta

Já estamos em 2012 e preciso reconhecer que estou meio sumido do blog, mas não posso deixar de publicar algumas fotos de um lugar maravilhoso que visitamos aqui mesmo em Queenstown, no mês passado.

Depois de subirmos de carro até a estação de esqui das montanhas Remarkables, fizemos uma caminhada de uma hora e meia, com as crianças no colo a maior parte do tempo, até chegarmos a um lago maravilhoso, o Lake Alta, numa espécie de cadeirão quase no pico da cadeia de montanhas.  O lago fica congelado no inverno e na primavera. Neste início de verão, ele ainda está parcialmente congelado. Encontramos muita neve, o que não deixa de ser surpreendente, afinal o calor aqui é muito forte nessa época do ano.

A transparência e a cor das águas impressionam, mas não sei se vai dar pra notar nas fotos porque as suas águas espelhadas refletem o cenário ao redor. A propósito a paisagem ao redor também impressiona. Saímos de lá com a sensação de que todo esforço da caminhada tinha valido a pena. E como valeu…

“A vida como ela deveria ser”

Tem muito mais, pessoal, mas infelizmente não dá pra publicar tudo. Espero que tenham gostado. Nos próximos “posts” vou atualizar o blog com outras aventuras de 2011. Feliz ano novo a todos e continuem olhando para Jesus, pois ele é o Autor e consumador da nossa fé!

Cerejas e algo mais

Já estamos no fim de mais um ano e entre tantas outras coisas é tempo de família reunida em celebração pelo nascimento de Jesus! Família reunida ao redor da mesa é claro. Lá em casa a mamãe nunca deixa de comprar muitas frutas da estação e este ano não será diferente. A única diferença é que não estaremos lá e só de pensar isso a saudade já fica maior, mas deixa esse assunto pra depois. O tema hoje são as deliciosas cerejas que colhemos numa enorme plantação aqui perto, na região de Cromwell. Minha mãe ama cerejas e  nós falamos dela e dos nossos pais o tempo todo pois certamente eles iriam se esbaldar colhendo as cerejas debaixo de tantos pés carregadinhos. Na infância da minha mãe, que foi criada no interior de Minas, as crianças comiam frutas dos pomares fartos e viviam suas histórias aos pés das árvores frutíferas. Algumas destas histórias logo me vieram à mente enquanto eu mesmo vivia esse momento maravilhoso. Vejam as fotos e aproveitem as cerejas e todas as frutas que Deus criou para o nosso deleite. Obrigado, Senhor!

As últimas fotos desta sequência foram tiradas no caminho de volta, quando paramos para apreciar o Rio Kawarau. Um dos rios mais lindos que vimos na Nova Zelândia. Mas é bom dizer que quase todos os rios por aqui são tão lindos quanto esse.  Imaginem…

Como já disse acima as próximas fotos são do rio Kawarau, um rio onde dizem ser possível encontrar ouro ainda hoje! Mas se não tiver ouro, a vista dele já vale mais que qualquer pepita.

Espero que tenham gostado. Abraços a todos os amigos e não se esqueçam de comprar cerejas para o natal. Até o próximo post!

Aos Formandos do CTMDT

Queridos amigos!

Mesmo de tão longe quero deixar minha mensagem ao coração de todos vocês que fizeram parte da minha família nestes últimos dois anos. Alguns mais de perto, outros discretamente, mas todos vocês nos marcaram de alguma forma, por isso, não posso deixar de festejar essa grande vitória!

Este tempo de celebração é um bom momento para relembrar. Certamente as lembranças da viagem para Belo Horizonte, o encontro com os colegas, os primeiros cultos, as primeiras crises e os desafios, enfim, toda essa linda história está bem nítida na mente de cada um que chegou até esse fim de semana especial.

As lembranças devem trazer gratidão pelos dias bons e até mesmo pelos dias maus, pois tudo tem servido de aprendizado e amadurecimento. Tudo foi instrumento de Deus para trabalhar em suas vidas e em seus corações. As recordações devem levá-los a adorar de forma mais consciente, pois se não fosse o Senhor, nenhum de vocês chegaria até aqui e,  na verdade, se vocês contassem apenas com as próprias forças e inteligência, certamente não chegariam a lugar nenhum. Mas Aquele que tudo pode quis conservá-los até a conclusão desta etapa, por isso à Ele seja a honra e a glória.

No entanto, as lembranças do agir de Deus em nossas vidas nos fazem reconhecer as pessoas que participaram de cada etapa ao nosso lado, alguns bem de perto, dormindo no beliche conosco, ou aqueles que nos encontros semanais, em sala de aula, no discipulado ou  mesmo informalmente, deixaram-se aos pés Cristo para serem usados como instrumentos de edificação. Deus poderia ter feito tudo sozinho, mas ele quis contar com pessoas imperfeitas para que neste trabalhar mútuo, como ferro que afia o ferro, todos fossem aperfeiçoados. Por tudo isso é possível ser grato também pelas pessoas que todos tiveram a oportunidade de conhecer neste lugar que reúne tantas culturas e origens distintas.

Não estar numa formatura é algo desconfortável para mim. Desde a primeira formatura tenho cumprimentado aluno por aluno nestes oito anos de CTMDT, mas isso não será possível esse ano. Só espero que nestas breves palavras o meu apreço e admiração por todos vocês se evidencie e que mesmo diante de tantas palavras abençoadoras que serão ministradas, esta seja mais uma a tocar seus corações pois estão envolvidas de sincero carinho e consideração por todos os que deixaram tudo para um treinamento que, nós sabemos, não é nada fácil.

Que o caminho que se abre para todos vocês a partir de agora, revele mais do cuidado e da provisão do Senhor. Que Ele continue os cercando com amor para que ninguém se perca diante das muitas possibilidades que surgirão.  Lembrem-se que o nosso Senhor nos cerca o caminho com cercas vivas. Cercas que talvez apresentem espinhos, mas que servem para impedir que alguém caia no precipício do outro lado. Que as suas decisões os afastem dos atalhos. Mantenha-se sempre no rumo certo, sem desvios. A estrada será longa, mas nunca se esqueçam que apesar de não sabermos o que se apresentará depois da próxima curva, nós já sabemos qual é o destino final.

“…mas aquele que perseverar até o fim será salvo” Mt 24.13

“O vencedor herdará tudo isso, e eu serei seu Deus e ele será meu filho.” Ap. 21.7 

Dessa forma singela deixamos os nossos parabéns a todos e o desejo que vocês aproveitem intensamente toda essa celebração!  Abraço carinhoso e cheio de saudades,

Clay, Graziela, Clarice e Vinícius

Dois dias em Christchurch

Quando aconteceram os terremotos em Christchuch, uma das principais cidades da Ilha Sul, já estávamos planejando nossa viagem para a Nova Zelândia. Na ocasião algumas pessoas me questionaram se isso não teria abalado meu desejo de conhecer o país. É claro que não! Respondi com certeza. Na verdade passei a desejar ainda mais conhecer a cidade com este nome tão cristão (Igreja de Cristo, literalmente). Passamos por lá esses dias e o impacto foi grande. Já passou mais de um ano desde o primeiro terremoto recente na região e os sinais de destruição estão por todos os lugares. O segundo terremoto, em fevereiro, foi o mais destrutivo e o único a deixar vítimas fatais. Foi triste ouvir das pessoas que trabalham na reconstrução da cidade que ninguém teria morrido, se os edifícios abalados no primeiro terremoto tivessem sido interditados. A lição foi aprendida e agora toda a região central da cidade está cercada e só podem entrar as pessoas autorizadas.

Em algumas regiões o cenário é inacreditável. O governo comprou containers para usar como escora nos prédios ameaçados e também como proteção nas encostas que ainda correm o risco de desabar. Os prédios históricos estão apoiados nestes containers enquanto os restauradores retiram janelas, portas, detalhes da arquiterutura, para destruir o que restar e então reconstruir o mais parecido possível com o original.

Este conservatório de música  ficou destruído… assim como muitas universidades. Vi muitos alunos tendo aulas ao ar livre pois não existem salas de aula nas universidades para todos.

Esta foto não ficou muito boa, mas da pra ver os detalhes da arquitetura que eles estão recolhendo e catalogando para reconstruir no futuro. Dizem que a cidade vai demorar mais de dez anos até voltar a sua rotina normal com os prédios restaurados e todas as áreas interditadas liberadas.

Imagine um longo trajeto todo amparado por esses containers. De carro, por pelo menos quinze minutos sem parar, este era o cenário a direita da pista. Recentemente eles inaugaram um “Shopping” feito de containers onde os lojistas que perderam tudo recomeçaram seus negócios dentro destas caixas de ferro… Inacreditável, não é? Na verdade foi uma ideia brilhante. As próximas duas fotos mostram como as novas cores dos containers  trouxeram vida e um pouco de alegria para o coração da cidade que se ergue do trauma.

*As duas fotos acima foram extraídas de um site de notícias. Quando passei por Christchurch o local ainda estava fechado!

A área interditada da cidade do outro lado do Avon River. Note que só restam as fachadas dos prédios antigos. De perto via-se os tratores dentro dos terrenos onde funcionavam lojas e escritórios.

Mas ninguém pense que só existe destruição e containers em Christchurch. O Jardim botanico é simplesmente maravilhoso. Fizemos questão de conhecer o parque localizado bem no centro da cidade. As flores, árvores imensas e o Rio Avon que atravessa o parque, nos fizeram esquecer a tristeza que o restante da cidade ainda nos faz sentir.

Passamos também por uma das praias da cidade. O dia estava nublado e a praia não era das mais bonitas, mas deu para as crianças brincarem um pouco. O melhor foi receber a visita de muitas gaivotas que queriam participar do nosso lanchinho enquanto estávamos no carro… as crianças amaram.

Primeiro mês na Nova Zelândia

Fiquei muitos dias sem escrever pois nossa rotina aqui continua intensa. Quem já viajou com crianças sabe como elas exigem atenção o tempo todo. Mas estamos muito felizes em estar aqui com os pequenos. Certamente essa viagem está fazendo um bem enorme a todos nós.

Fizemos uma rápida viagem para duas cidades aqui na ilha sul. Invercargill e Dunedin. A primeira, segundo informações do Tio Stanley, é a cidade ”grande” localizada mais ao sul do planeta. Mais perto da Antártida, somente vilarejos. O lugar é diferente de tudo o que já vi. Há um contraste interessante. Por um lado o glamour de um tempo em que os britânicos marcaram a cidade com seus parques belíssimos, lá por volta de 1860, quando descobriram ouro na região. Por outro lado, existe um clima meio nostálgico no ar. Não que eu não tenha gostado. Invercargill, ou melhor, o parque central da cidade me encantou muito. Vejam algumas fotos:

A próxima cidade do nosso roteiro foi Dunedin que é extremamente urbana e bem mais movimentada. Muitos carros, muitos guardas de trânsito procurando alguém estacionado em local proibido, muitas construções, mas poucos prédios altos. A cidade é litorânea, isso sim fez toda a diferença na viagem. O oceano pacífico, visto do alto dos montes que rodeiam a cidade é simplesmente maravilhoso. O mar congelante e o vento idem limitaram nossa permanência na área mas algumas fotos nos farão lembrar os bons momentos lá. Ficamos hospedados no único Castelo da Nova Zelândia, construído por um poderoso banqueiro há mais de cem aos atrás. O Larnach Castle só me impressionou pela história de sua restauração comandada por um casal a partir de 1960. A esposa, com 25 anos na época, incentivou o marido a comprar o castelo que estava em ruínas e foram morar nele. Ela estava grávida do primeiro filho e escolheu morar no castelo em péssimas condições. Ela mesma gerenciou toda a restauração e há registros de seu trabalho manual, lixando e pintando portas, replantando o imenso jardim, redecorando cada ambiente, com os filhos ao redor. Ela e os filhos moraram no castelo até data recente. Hoje o espaço é um ponto turístico importante em Dunedin. Ah… quase ia me esquecendo de mencionar, que ficamos hospedados numa das áreas mais improváveis do castelo: O Estábulo. É isso mesmo. Como eles não tem mais cavalos para o local, colocaram umas paredes para dividir o espaço em alguns quartos para receber os visitantes.  O teto do meu quarto era tão baixo que batemos a cabeça algumas vezes. Foi divertido e aproveitamos bem o tempo lá. A noite que passamos no castelo foi ideia do tio Stanley, que surpreendeu a todos quando parou na porta do castelo e disse: é aqui que vamos ficar! Vejam abaixo algumas fotos de Dunedin:

Quando chegamos o Larnach, que é localizado no alto de uma encosta, estava coberto de nuvens. 

Imagino que o castelo foi construído por causa desta vista espetacular.

Antes de deixarmos a cidade de Dunedin passamos pelo jardim botânico. A beleza do local deve ter inspirado as meninas a fazerem algumas aventuras como estas abaixo:

A Nova Zelândia é um ótimo lugar para as crianças. Em nossa viagem passamos por várias cidades. Em todas elas encontramos parquinhos com brinquedos em ótimo estado, piso especial sempre macio e área verde para as crianças brincarem à vontade. Outra coisa que não falta nunca é um bom banheiro público. Em todo lugar é possível encontrar um banheiro limpo, com sabonete, papel, espelho e até fraldário… essas coisas básicas, mas tão importantes. Esses banheiros são cabines metálicas, mantidas pela administração das cidades. Um deles me impressionou. Tinha música ambiente. Parece engraçado, e é mesmo.

A cidade de Queenstown já está se tornando nossa a cada dia. Tenho dirigido um carro com volante do lado direito, e já me sinto adaptado à mão inglesa. Ando por toda a cidade tranquilamente, afinal, não dá pra se perder mesmo… aqui é muito pequeno. A cidade não tem semáforos, apenas rotatórias para organizar o fluxo. É possível estacionar na maioria das ruas sem maiores dificuldades. Fizemos passeios pelas trilha de caminhada na montanha, andamos de bicicleta, bricamos com as crianças nos incontáveis parquinhos, visitamos lugares incríveis. As fotos abaixo continuam contando essa história.

Este é o principal acesso ao centro de Queenstown, Stanley St. É impossível entrar ou sair da cidade sem passar por ela, a menos que você possa pagar por um helicóptero.

Esse é o play ground da escola primária de Frankton, às margens do Lago Wakatipu

As próximas três fotos são do play ground perto de ‘nossa’ casa, no Lake Hayes Estate. Este bairro fica num vale plano, um pouco afastado do centro da cidade. Não há prédios, (como em toda cidade) apenas casas com cercas baixas e gramados em todos os terrenos.

Nada como uma parada no meio do dia para apreciar o Lago Wakatipu, simplesmente indescritível:

Abaixo as fotos do Queesntown Gardens, o parque central da cidade.

Muito divertido o nosso passeio ate o LUGE, que é uma pista no alto da montanha, onde se desce com uns carrinhos que parecem inspirados nos nossos de rolimã… mas esses têm freio!

Agora algumas fotos que tiramos pensando nas nossas mães. Elas amam flores e iriam gostar muito dos jardins daqui. Como este mês é o aniversario das duas, então, que comecem as comemorações com lindas flores! 

Bem pessoal, tem muito mais, mas fazer essa seleção é dificílimo. Já temos mais de duas mil fotos! Acho que deu pra deixar um gostinho. O nosso objetivo continua sendo compartilhar com quem amamos esse presente do Pai Celestial. Espero que vocês se sintam parte desse momento único em nossas vidas.

Abraços e até o próximo post! 

Dias intensos

Quando criei este blog estava imaginando que me sobraria bastante tempo aqui na Nova Zelândia para escrever muito. Engano. Os dias tem sido intensos, principalmente em funçao das crianças. Isso é muito bom, afinal, nosso tempo aqui deve ser para os filhos mesmo e vê-los tão felizes nos enche de muita alegria. As fotos abaixo descrevem um pouco desta satisfação. A descrição das fotos será breve ou nenhuma, pois continuo crendo que as imagens falam por elas mesmas. Espero que gostem.

Clarice e Vinícius com a prima Nyah, preparando a festa do pijama…

Na gôndola, subindo para o principal mirante de Queenstown.

Quem tá gostando da subida levante as mãos!!!!

Tudo por causa desta vista!

O Alisson (o irmão que está no Brasil) tem espaço reservado nesta foto!

A vista mais conhecida de Queenstown! Parece que estava especialmente belo neste dia, só pra nós.

O Próximo passeio foi à estação de esqui Coronet Peak, a melhor do Hemisfério sul. Não esquiamos, nem tínhamos condições para isso… mas era o único lugar onde ainda havia neve com abundância nesta época e não poderíamos deixar de apresentar os floquinhos brancos para os meninos que nunca viram de perto, inclusive quem vos escreve… rs

A Clarice parece que gostou!

Por enquanto é só. Louvamos a Deus por essas oportunidades maravilhosas que só Ele poderia nos proporcionar. Vemos a mão de Deus em tudo ao nosso redor neste país tão lindo.

Abraço especial para a vovó Célia e a vovó Efigênia que ficam esperando novas fotos todos os dias. Essas são especiais pra vocês. Beijos dos netinhos e até breve!

Sem muitas palavras

Nossos primeiros dias de adaptação nos deixaram mais em casa, de molho. Mesmo assim fizemos alguns passeios por Queenstown que valeram muitos cliques. Vejam as fotos abaixo, algumas sem descrição mesmo, afinal, uma imagem vale mais que mil palavras!

Na porta de casa, saindo para o primeiro passeio!

Na beira do Lago Wakatipu, sentindo o vento gelado no rosto.

Conhecem uma princesa mais linda?

Tio Stanley nos levou para assistir ao jogo de Rugby: All Blacks classic x France Classic (times veteranos)

Mini no colo da prima Talya.

Novo torcedor dos All Blacks.

Fazendo o Haka! rs

Nossa arquibancada…

Creio que essa é a seleção das melhores, no próximo post, mais fotos! Ah, já estava me esquecendo de dar os créditos das fotos. São todas do Tio Stanley, que por isso nunca aparece.

Primeiras impressões

Olá, amigos! As últimas setenta e duas horas no Brasil foram muito difíceis. Apesar de estarmos nos preparando há bastante tempo, tem coisas que só se faz nos momentos finais e é exatamente nessas horas que aparecem os imprevistos. E não foram poucos. Vimos o tempo se esgotando e nada de fecharmos as malas. Mas deu tudo certo e chegamos ao aeroporto de Confins com a devida antecedência para as despedidas. Depois das lágrimas dos nossos pais, os melhores avôs mundo, entramos no primeiro voo para Guarulhos, São Paulo, com mochilas nas costas e as crianças se revesando no colo do pai.

Em São Paulo passamos cerca de quatro horas. Fomos ao Mc Donald’s, e por incrível que pareça, encontramos por lá as misses representantes de seus países no Miss Universo, que este ano aconteceu no Brasil. Rimos baixinho ao vê-las se esbaldando com as batatas fritas, já desiludidas com o resultado final. Foi maldade nossa, admito, mas é engraçado ver modelos magérrimas devorando um Big Mac!

Brincadeiras à parte, embarcamos para um voo bem cansativo até Santiago, no Chile. Chegamos à noite, portanto não foi possível contemplar as belas paisagens dos Andes. Mas o tempo que passamos no aeroporto foi um belo passeio pela cultura chilena, pois em todo canto encontrávamos réplicas de monumentos, fotos, lembrancinhas. Essas coisas que nos fazem querer conhecer tudo! Um dia talvez.

Embarcamos para o voo mais longo de todo o percurso. Estavam previstas treze horas de Santiago até Auckland, no norte da Nova Zelândia. Ocupamos quatro poltronas. Foi muito confortável, mas só para as crianças que se esticaram ocupando quase todo o espaço e nos deixando com meia poltrona apenas. A Graziela sentiu algumas dores no corpo depois deste voo e ficou com o pescoço dolorido um bom tempo.

Os ventos ajudaram e nosso voo adiantou quase uma hora. Chegamos às 03:00 o que foi ótimo pra nós. Teríamos tempo mais do que suficiente para a imigração,  bagagens, mudança do terminal internacional para o doméstico, de onde partimos para o nosso destino final.

O voo para Queenstown foi o mais tranquilo, com duração de um pouco mais de uma hora, numa excelente companhia aérea, onde fomos muito bem atendidos, do check in ao desembarque. Do alto, a vista impressionante dos alpes do sul, mesmo entre muitas nuvens que cobriram um pouco dessa beleza rara para nós, brasileiros. Mas o mais importante, não era a vista. O que nos encheu de satisfação era saber que em pouco tempo encontraríamos nossa família, acenando para nós por trás de uma parede de vidro, aguardando o abraço de boas vindas mais caloroso. E assim aconteceu. Estavam todos lá: Stanley, Giovana, Xande, Jojo, Talya e Nyah! Foi um encontro maravilhoso, mostrando que a saudade pode ser boa, principalmente quando se acaba com ela!

Clarice, que dormiu no fim do último voo, despertou com os abraços e gritinhos entusiasmados das tias e das priminhas. Em poucos minutos ela já estava de mãos dadas com a Nyah, passeando pelo aconchegante aeroporto, todo carpetado e moderno.

As primeiras impressões de Queenstown foram as melhores possíveis! O Xande anunciou logo: Olhem para a esquerda quando saírem, olhem para a esquerda! Olhamos, e que vista impressionante… ali, bem pertinho de nós a cadeia de Montanhas cobertas de neve que ilustram o topo deste blog: REMARKABLES. A tradução seria Montanhas Notáveis! Uma visão inesquecível para marcar o início de um tempo muito esperado por nós!

Em nosso coração, uma gratidão imensa! Reconhecemos que Deus, somente Deus poderia nos proporcionar essa experiência incrível. Damos à Ele toda honra e declaramos que queremos viver esses dias para a Sua Glória! – Te amamos, Senhor!

Por enquanto só algumas fotos registradas na máquina poderosa do tio Stanley, para dar um gostinho. Até o próximo post!

Nossas raízes e nossas asas

Tomei a liberdade de extrair do Blog do meu bom amigo, Gladir Cabral, o trecho abaixo:

“O professor de teologia R. Paul Stevens diz em seu livro A espiritualidade na prática:  ’Raízes e asas são dois presentes que os pais podem dar aos filhos, e sem raízes não pode haver asas — nenhum rompimento, nenhuma partida’ (p. 24). Meus pés estão bem plantados no chão da fé onde meus pais me cultivaram. Continuo sobrevoando este mundo como a andorinha escapa do inverno e deseja novos ares.” 

Quando me deparei com este princípio das raízes e das asas, imediatamente passei a refletir sobre esta etapa boa da vida que estamos vivendo, mas que traz como consequencia inevitável o afastamento, ainda que temporário, das pessoas que mais amamos, nossos pais. Sabemos que para eles não é fácil ver o ninho se esvaziando enquanto os filhotes dão seus voos pelo mundo, desta vez com os netinhos. No entanto cremos que eles saberão reconhecer que este caminho é fruto do que eles mesmo nos deram em nossa formação como indivíduos maduros. Eles nos deram as raízes que nos firmam nos princípios inegociáveis da fé e da moral. Eles pintaram, na tela em branco que éramos ao nascer, um quadro com cores bem definidas, que nos distinguem e nos fazem ser quem somos, ainda que tantas outras pessoas tenham acrescentado nuances e texturas em nós.

Apesar da difícil tarefa de fincar nossas raízes, nossos pais não nos privaram das asas. Desde muito cedo eles nos viram partindo para os nossos desafios pessoais, mas de alguma maneira sempre estávamos ao alcance de seus olhos.

Nossas asas nos levarão nos próximos meses para uma distância incrível e sabemos que ficarão alguns lugares vazios na mesa. Por isso esse texto termina com nossa palavra de gratidão aos nossos pais e nossa oração para que estes meses sejam tempo de renovo em suas vidas. Que eles aproveitem os finais de semana sem a trabalheira que esses filhos e netos tem dado para descansar, ficar mais juntos e encarar novos desafios. Que eles sejam guardados e sustentados por Aquele que é o único que pode nos fazer voar.

Na apresentação de fotos abaixo, Vovó Efigênia e Vovô Sebastião, meus pais, a Vovó Célia e Vovô Joffre, pais da Graziela, em alguns momentos deliciosos:

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Aos nossos pais, todo amor e gratidão!